MPDFT desmente vazamento de dados bancários de clientes do Nubank




O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) analisou arquivo com supostos dados de clientes da instituição bancária Nubank e concluiu, preliminarmente, que não houve incidente de segurança real.


O trabalho foi realizado pela Unidade Especial de Proteção de Dados e Inteligência Artificial (Espec). Por meio da análise, segundo o MPDFT, é possível perceber inconsistências nas informações constantes do arquivo recebido, cujo conteúdo parece ter sido forjado. 


De acordo com o promotor de Justiça Frederico Meinberg, a prática de proliferação de fake news a respeito de vazamento de dados tem se tornado comum e, em geral, é realizada com o objetivo de prejudicar ou extorquir empresas.


“Trata-se de uma prática criminosa, tipificada no código penal como extorsão, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, além da aplicação de multa”, explica. 


O promotor alerta que o MP está atento à difusão de notícias falsas na internet, com intenção criminosa, e buscará a punição dos responsáveis.


“Essa não é a primeira vez que a instituição se depara com falsas denúncias. Desde que a Espec começou a atuar nessa área, alguns procedimentos já foram arquivados após a constatação de não ter havido vazamentos de dados reais. É uma preocupação que temos em não fomentar dados inverídicos que possam prejudicar empresas e consumidores”, conclui. 


Meinberg informa ainda que, com base nas informações preliminares, não se verifica a necessidade de instauração de procedimentos contra a Nubank. No entanto, o MPDFT continuará atento e tomará medidas contra casos de vazamentos reais ou tentativa de proliferação de falsos incidentes de segurança. 


Entenda o caso


Informações de clientes, inclusive com o número de cartão de crédito, foram divulgadas nessa terça-feira (23/4), na internet. Os dados teriam sido vazados por um perfil anônimo. A empresa Nubank publicou nota em que negou o incidente. O MPDFT teve acesso ao arquivo no mesmo dia e iniciou a apuração.


Fonte: Correio Braziliense

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