A importância da gestão de cibersegurança no setor logístico



A globalização dos mercados e o crescente comércio internacional expandiu o perímetro de segurança física e cibernética, que agora engloba não só as empresas de logística, mas também toda a cadeia de abastecimento, desde o produtor até o usuário final, passando pelo transporte rodoviário, aéreo, marítimo e ferroviário, locais de armazenamento até os pontos de venda. Cada uma dessas etapas oferece oportunidades para ataques de hackers e roubo de informações. Um elo fraco nessa cadeia pode comprometer toda a cibersegurança no setor logístico.

As informações críticas precisam estar seguras e monitoradas de modo a que sua empresa ofereça os mais altos níveis de continuidade dos negócios e proteção de dados. Qualquer incidente que impacte a integridade e compartilhamento de dados pode colocar o negócio em risco.

Para garantir a cibersegurança no setor logístico em primeiro lugar você precisa entender o seu ambiente de TI, identificando os processos críticos e o impacto de incidentes na continuidade dos negócios. A partir dessa primeira análise, é possível identificar as soluções mais indicadas para aumentar a resiliência; reforçar as capacidades de “recovery”, priorizar áreas críticas e integrar pessoas, recursos e estratégias.

Novas portas de entrada para ameaças

A transformação digital traz ao mesmo tempo benefícios e novos riscos, como os que chegam junto com a automatização. Relatório elaborado pela empresa de logística DHL – “Robotics in Logistics” – mostra como a robótica impactará as cadeias de abastecimento e como essas nova tecnologias serão utilizadas em tarefas como picking, embalagem e transporte de mercadorias.

Segundo Mattias Heutger, Vice-Presidente Sénior de Estratégia, Marketing e Inovação da DHL Customer Solutions & Innovation, “os robôs já estão presentes em muitas indústrias, mas ainda não tiveram um grande impacto na logística devido à complexidade do setor – onde é necessário lidar com uma ampla gama de atividades, com um número infinito de combinações de tarefas desempenhadas de forma conjunta com humanos e em espaços confinados”

Mas o VP destaca que esse cenário está mudando, com a chegada ao mercado de robôs mais flexíveis e com custo mais baixo, capazes de trabalhar de forma colaborativa com os humanos.

E não só os robôs chegam ao setor. A Amazon, por exemplo, leva a sério o que entende como o futuro das compras – “o que você quiser, na hora em que quiser, onde quiser e com a rapidez que quiser” – utilizando não apenas robôs em seus armazéns, mas também drones para agilizar as entregas.

Mas toda essa tecnologia traz novos desafios para a cibersegurança no setor de logística, ampliando ainda mais o perímetro de segurança.

Integrando toda a cadeia

Reduzir esse risco exige a integração de todos os envolvidos na cadeia de abastecimento, desde stakeholders a fornecedores, permitindo um melhor gerenciamento de pessoas, processos e operações, identificando pontos fortes e pontos fracos, coordenando e compartilhando as melhores práticas na gestão da cibersegurança no setor logístico.

Sistemas de gestão que integram toda a cadeia que está conectada à sua rede, como o SIEM (Security Information and Event Management) permitem consolidar, correlacionar, avaliar e priorizar eventos de segurança de soluções nativas e de terceiros, fornecendo o contexto de gestão de risco adaptável e autônoma. Com isso, a equipe de segurança conta com informações consistentes que permitem uma resposta rápida a incidentes, assim como uma melhor gestão de eventos e relatórios que garantem a conformidade.


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